Dá-se movimento a uma bola, por exemplo; rola esta, encontra outra bola, transmite-lhe o impulso, e eis a segunda boa a rolar como a primeira rolou.
E bolas que não tem nada a ver com a primeira também passam a rolar.
Vocês batem a bola um para o outro, mas nem todo lance precisa ser um ataque brilhante que lhe vença o jogo. O objetivo aqui é manter a bola viva, em jogo, pra se dar oportunidade de marcar pontos. Em geral, a melhor resposta é qualquer uma amigável que a dê chance de reagir positivamente e possivelmente continuar a conversa. O que importa é menos as idéias em si, é mais a mensagem implícita que é estou interessado em falar mais com você.
Elogios podem ser bem-vindos, mas afastam os locutores, que passam a contemplar a distância que surge a partir de duas entidades se observando. Muito melhor que isso é comentar com ela uma terceira entidade ou elemento externo de forma irrisória. Como se ela fosse alguém pra guardar segredos, compartilhar algo como fofoca, uma confidente. Isso muda o foco do “você” para o “nós”. Ambos estão compartilhando uma observação, conspirando juntos. O objetivo é construir uma ponte entre vocês dois, é apresentar pontos em comum o quanto possível. Além disso, zoar desconhecidos é a melhor forma de ser engraçado sem parecer um idiota.
Por exemplo, uma vez eu estava levando uma garota de volta pra casa dela quando vemos um grupo andando de bicicleta à frente e eu reduzo a velocidade. Uma gorda pedalando resolve empinar a bicicleta pra parecer legal e eu digo “Aposto que ela vai cair”. Ela cai e eu começo a rir pra caralho.
Mas dessa vez só eu estava rindo. Acho que pareci um idiota.




Olha que isso aqui tá muito bom!
Isso aqui tá bom demais!
Olha, quem tá fora quer entrar
Mas quem tá dentro não sai!
//Comentário non-sense
De Paula, pare de implicitar suas ideias em outras ideias! Seu texto está muito conotativo porra!
ahahaahuuahhauhuaa tipo isso ne andre =D
Dp mais um post para pensar =D
agora bora DOTAAAA
A parte relativa aos elogios foi muito bem colocada. Pessoalmente, eu prefiro não recebê-los em uma conversa, justamente para não estabelecer essa distância. Geralmente
Em relação ao resto, suponho que faça parte de toda relação social querer manter um nível de “concordância”/”positividade” na conversa. E quando não há essa ligação real, ao invés de desfazer a conversa, criamos outra com alguém que partilhe nossos pontos de vista. Muito bem observado.
É quase como aquela máxima: “O inimigo do meu inimigo é meu amigo.”
Post interessante sobre relações sociais. Sempre é legal analisar isso.
amo elogios porque sou presunçosa assim como todo mundo – exceto os hipócritas – e não me sentirei distanciada por recebê-los, pelo contrário, se a pessoa vê qualidades em mim significa que ela se identifica comigo, o que estabelece laços e não os rompe.
te acho um idiota por ter rido da gordinha (mas confesso que eu ia rir por dentro porque sou hipócrita).
@André
ALEJANDRO ALEJANDRO
@Bruno
Discurso cebola, passando por camadas e camadas mas nunca chegando ao centro. Aprendi com a grande ex-ministra Dilma.
@João Rita
=D =D =D
@Paulo
Ah, vei…isso é tipo…só…a sua opinião, fraga?
@Tamires
O texto é sobre querer comer uma mina, não sobre fazer amizades.
Achei esse texto muito bom. E as imagens ficaram ótimas.
Mas eu poderia ter cuidado mais da história da moça caindo da bicicleta. Poderia ter dado mais detalhes, aumentando o parágrafo pra dar tempo de bater a graça.
aaaaahhhh, sim! DICA: leve-a pro motel e não pra casa
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